
Amanhece cedo em Viena. A límpida luz matinal banha a luxuosa suite azul do hotel imperial e roça a minha face com gentileza até me despertar. Tinha-me esquecido de correr as pesadas cortinas de veludo turquesa na noite anterior. Levanto-me, tomo um duche rápido, visto-me e saio sem tomar o pequeno almoço...
Tenho uma missão e era nela que me ia concentrar: sei que estás na capital austríaca e vou encontrar-te.
Procuro-te junto da magnífica Ópera vienense, no Parlamento clássico, nos majestosos pátios de Hofburg e nos jardins reais... Nada.
Quando páro para descansar na relva, perto da grande Maria Teresa, rodeado das antigas cavalariças, já o sol se está a pôr: já as sombras vão longas no chão e a cidade vai adquirindo uma tonalidade dourada. E eu, sem sinal da tua presença, vou escurecendo.
Derrotado, decido desistir desta minha demanda e regresso ao hotel. É lá, no amplo e luminoso átrio, que te vejo, com a tua pequena mochila rosa, a pedir a chave do teu quarto. Imediatamente, lanço-me na tua direcção... corro, quase voo, e alcanço-te.
Nunca reagiste muito bem a surpresas. Desta vez, no entanto, és tu que me surpreendes; abraças-me como nunca me abraçaste e choras no meu ombro... Estás farta de estar zangada e queres dissipar essa tua raiva.
Tenho uma missão e era nela que me ia concentrar: sei que estás na capital austríaca e vou encontrar-te.
Procuro-te junto da magnífica Ópera vienense, no Parlamento clássico, nos majestosos pátios de Hofburg e nos jardins reais... Nada.
Quando páro para descansar na relva, perto da grande Maria Teresa, rodeado das antigas cavalariças, já o sol se está a pôr: já as sombras vão longas no chão e a cidade vai adquirindo uma tonalidade dourada. E eu, sem sinal da tua presença, vou escurecendo.
Derrotado, decido desistir desta minha demanda e regresso ao hotel. É lá, no amplo e luminoso átrio, que te vejo, com a tua pequena mochila rosa, a pedir a chave do teu quarto. Imediatamente, lanço-me na tua direcção... corro, quase voo, e alcanço-te.
Nunca reagiste muito bem a surpresas. Desta vez, no entanto, és tu que me surpreendes; abraças-me como nunca me abraçaste e choras no meu ombro... Estás farta de estar zangada e queres dissipar essa tua raiva.
Nessa noite, dormes no meu quarto, mas não nos esquecemos de fechar as cortinas turquesa da suite azul.
(foto tirada por mim)
7 pessoas comentaram:
ADOREI! +.+
Obrigada pela força :)
Vai tudo resolver-se, eu sei que vai ;D *
Ai... Que bonito..
Obrigada por brindares os teus seguidores com textos tão inspiradores, tão cheios de sentimentos, de gestos, de cores,...
Beijinho*
adorei o final. isto foi só para os teus leitores àvidos de cenas escaldantes (quem!?) se contentarem um pouco :D
a sério, está lindo. deu-me vontade de fugir amanhã para viena.
Descrição, azul, roxo, sentimentos... E que tal dizeres tranquilidade falsa e desejo escondido? Sempre me disseste que ias fazer um post noutro país e num metropolitano. De facto... Falta o metropolitano, mas imagino-o como o quarto, pelo simples facto de que... Consegues, dentro da descrição, mover a acção. Fazer com que exista uma janela, para um túnel colorido, em vez dos habituais escuros... Será que estás como queres?
adorei
Sem palavras, gasta-las todas. ou pelo menos, as melhores...
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