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Dia em Veneza (ou Desejo de fuga)
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The RP
, at 19:30, in

O ar é quente e pesado, os teus canais cheiram a esgoto e a putrefacção, as tuas gelatarias não têm graça nem encanto... Apesar disso, decido pedir um gelado na que tem melhor aspecto, em comparação com as circundantes. Entregam-me, então, uma infeliz bola de gelado de baunilha e canela. Mas não consigo consumir o deprimente sorvete derretido... enquanto o cheiro a podridão pairar no ar, não o conseguirei saborear.
Parecias um destino tão paradisíaco e agora só me apetece escapar daqui. Quero apanhar o primeiro avião, combóio, automóvel ou gôndola daqui para fora...
Talvez, um dia, recorde nostalgicamente esta cidade e sinta saudades dos momentos que em ti vivi. No entanto, hoje, sinto que te odeio. Lamento.
I suppose I gave up
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The RP
, at 18:00, in
I think I threw my arms up... I gave up, I gave up...
Temos de saber quando desistir. Eu acho que não sei. Mas estou mesmo a precisar de aprender...
Simplesmente não acredito que consiga aguentar por muito mais.
I need to give up. I suppose.
Monster Ball Tour
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The RP
, quinta-feira, 27 de maio de 2010 at 22:45, in
Orchestral doubt
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The RP
, at 19:45, in

A orquestra tocava com emoção e força enquanto tu falavas. No entanto, eu não te ouvia: a poderosa percussão abafava-te a voz, enquanto que os trombones sopravam para longe os delicados sons que emitias. No fim, esboçaste com os teus lábios perfeitos um sorriso brilhante e desafiante que falou mais alto que todos os instrumentos naquela ópera. E eu não evitei não te sorrir de volta. Tinha, aparentemente, dado-te indicação de estar interessado no que tinhas proposto, pois, imediata e rapidamente, me sussurraste algo maravilhoso ao ouvido, à medida que os violinos, violoncelos e seus semelhantes intensificavam a sua melodia.
Durante o solo dos primeiros violinos, puxaste-me para fora do camarote e, no corredor, nos beijámos.
No fim, o principal solista deixou uma nota a pairar no ar, tal como deixámos a questão 'o que seria de nós?'.
Bad Romance
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The RP
, quarta-feira, 26 de maio de 2010 at 21:15, in
Incenso
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The RP
, at 19:55, in
Não quero ser vergado
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The RP
, segunda-feira, 24 de maio de 2010 at 19:20, in

Quando caminhava em direcção a casa, vi um pequeno miúdo com uma expressão de enorme satisfação e diversão estampada na cara. Estava embrenhado num curioso desafio: segurava nas mãos um pequeno ramo de alguma diminuta laranjeira selvagem e estava a tentar parti-lo.
A jovem madeira ia vergando sob a ligeira força que a criança aplicava nela. Ao passar ao lado deste cenário, comecei a aperceber-me do odor primevaril a laranjas verdes e ácidas. Comtemplei o brilho nos seus olhos apenas por momentos, enquanto ele retorcia aquele frágil ramo.
Ao, virar as costas, ouvi um leve estalar e o riso do alegre jovem.
Quanto tempo me restará a mim até estalar?
Um dia... 3
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The RP
, domingo, 23 de maio de 2010 at 11:55, in
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Um dia...
Um dia, começar-te-ás a afogar na tua própria infelicidade. Aí, desejarás que não me tivesses afastado... Aí, desejarás que eu estivesse contigo para te puxar e não te deixar afundar...
Nesse dia, não sei se não voltarei a nadar para ao pé de ti.
São apenas 19:30
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The RP
, sábado, 22 de maio de 2010 at 23:00, in

Já são onze horas da noite. Olho para o meu relógio e, para mim, ele ainda marca 19:30, nem menos um segundo, nem um segundo a mais... exactamente 19:30.
Esta noite, o restaurante já teve mais vida do que a que tem agora. Eu não pareço reparar. Continuo a desfolhear o cardápio e a pedir que me encham, mais uma vez, o copo de sangria. E mais outra vez... e outra... e outra...
Para mim, passa meia hora das sete e tu ainda estás para chegar. Provavelmente demoraste mais alguns minutos a retocar a maquilhagem. Ou então não te decidiste em relação ao vestido que querias trazer... Eu continuo à espera da tua belamente vestida e maquilhada chegada.
Quando o empregado me toca no ombro e me mostra, com um único gesto, o espaço vazio à minha volta, apenas lhe pergunto se tinha chegado demasiado cedo.
Primeira Valsa
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The RP
, at 22:00, in
Agarrei-te pela cintura... nervoso, agarrei-te pela cintura. Tu, com as tuas suaves e delicadas mãos, corriges o meu gesto e reparas no meu olhar embaraçado. Sabias que eu achava aquilo tudo um disparate, uma formalidade, algo excessivamente artificial, mas também sabias que eu estava a gostar que me ensinasses a 'valsar' - estava a gostar das tuas aulas de dança. Sim, eu sentia um misto de repulsa e atracção (ora uma, ora outra) em relação a tudo o que se estava a desenrolar de volta deste tão importante fenómeno: the Senior Prom/o Baile de Finalistas.
Estive em Viena, este ano, mas nem os ares barrocos da cidade que viu Strauss compor as Valsas me inspiraram para este estilo de dança (nem para este, nem para nenhum).
E, agora, via-me, assim, agarrado a ti de uma forma desajeitada, comprometida, forçada... mas ao menos estava agarrado a ti!
Tu contas os passos, tu puxas-me contigo e eu vou-me deixando ser contado, e eu vou-me permitindo ser levado neste automático acto. A cada movimento nos tornamos mais rápidos, mais leves, mais soltos, mais naturais e mais apaixonados.
Eu continuo a perceber pouco de Valsa, mas, ao menos, iremos bem vestidos... ao menos, iremos a combinar... ao menos, irei contigo!
Termina, neste momento, o Danúbio Azul e nós estamos precisamente na posição em que começámos. Agarro-te a cintura com segurança e...
De: Mais uma bola de sabão
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The RP
, sexta-feira, 21 de maio de 2010 at 17:50, in
«"Coração que não vê é coração que não sente"...
Esta é a maior estupidez que tenho ouvido.
Porque, quando eu não te vejo, o meu coração sente a dobrar. Sente a tua ausência aqui, e sente a tua presença noutro lugar.»
Retirado: DAQUI
(porque o blog de onde retirei esta citação é um pedacinho de paraíso nesta extensa blogosfera)
Panquecas... sem ti.
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The RP
, at 17:35, in

Quando acordaste, tinhas douradas panquecas acabadas de fazer, regadas com mel, à tua espera. Eu não estava lá quando despertaste, mas sei que tinhas... porque fui eu que as deixei para ti. Sei, também, que, quando regressei, as panquecas continuavam repousando no seu tabuleiro claro de bambu, na companhia de uma rosa amarela, agora murcha, que eu havia colhido para te alegrar o novo dia... mas tu já não te encontravas. O delicioso aroma das panquecas tinha-se dissipado e o mel estava meio cristalizado. As leves cortinas ondulavam com o vento e o meu quarto estava excessivamente vazio. Não tinhas deixado bilhete, nem mensagem, nem nada de nada... Se não conhecesse a forma que deixas nos meus finos lençóis brancos, não saberia sequer que ali tinhas dormido...
Eu odeio quando desapareces sem deixar rasto... e, julgando pelo aspecto esmorecido que aquele outrora apetecível pequeno almoço apresentava, posso afirmar que as panquecas também não gostaram que as tivesses abandonado.
'MOVET até à Cáritas'
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The RP
, at 17:22, in
Stockholm Syndrome
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The RP
, at 17:18, in
Raptaste-me... Mas preciso mesmo de pagar o resgate?
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You have kidnapped me... But do I really need to pay the ransom?
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